Pré-História

Pré-História

Da Pedra Lascada ao Bronze, há em Sines vestígios de todos os períodos da Pré-história.
Introdução
DE ACORDO Arnaldo Soledade, em “Sines, Terra de Vasco da Gama”, as primeiras comunidades humanas de Sines são paleolíticas. Acampam junto das ribeiras (Junqueira, Morgavel, Borbelogão).
Mas a sua passagem para o Neolítico processa-se no mar. A abundância de peixe e marisco fixa os grupos nas aldeias da praia (Vale Marim, Samouqueira, Vale Pincel I).
A fundição do cobre provoca a primeira acumulação importante de riqueza. Por necessidades de defesa, as aldeias deslocam-se das praias abertas para pontos altos (Vale Pincel II, Monte Novo).
A tecnologia do bronze alimenta sociedades mais complexas e estratificadas. Os espólios dos cemitérios da Quitéria e da Provença indicam um meio onde convive gente muito rica com gente muito pobre.


Paleolítico

De acordo com Arnaldo Soledade (
“Sines, Terra de Vasco da Gama”) As primeiras comunidades humanas na área de Sines estão datadas de 400 mil AC (Paleolítico Inferior). Fixam-se no interior, junto de nascentes de água e das ribeiras da Junqueira, Morgavel e Borbelogão. São grupos de caçadores-recolectores, com cerca de vinte de pessoas, que estabelecem acampamentos sazonais.
A densidade de população é mínima. Cada grupo cobre áreas de vários quilómetros.
Não há vestígios desses acampamentos. Alguns terão sido submersos. De qualquer modo, as cabanas eram feitas de materiais degradáveis, pelo que os vestígios se resumem às ferramentas de pedra lascada.
À medida que o Paleolítico avança, talvez por uma crise na economia de caça, as comunidades recolectoras vão-se aproximando do mar.
Do Paleolítico Superior e Epipaleolítico (que é uma extensão do primeiro), há duas estações importantes a norte de Sines – no cabo e na praia da Lagoa – ainda não completamente exploradas.


Transição para o Neolítico (VI milénio aC – inícios V milénio aC)

Os acampamentos transferem-se para zonas arenosas, junto do mar (Vale Marim, Vale Pincel, Samouqueira). O marisco e o peixe são abundantes e a sua obtenção é mais fácil do que a caça.
O facto de ficarem mais expostos – os acampamentos estabelecem-se em zonas completamente abertas – significa que a defesa não é preocupação. Com efeito, não há nada para roubar – não há excedentes; não há terras para conquistar – os povos são nómadas, o povoamento é rarefacto.
A comida marinha é mais fácil de manipular do que a caça. Os utensílios são feitos a partir de minério menos duros, tornam-se mais pequenos e, muitas vezes, são constituídos por mais do que uma peça.
A quantidade de peixe e marisco tende a fixar os grupos por períodos cada vez mais longos.
Influências mediterrânicas vão definindo os signos do Neolítico: os alimentos começam a ser preparados e o polimento substitui a lascagem; surge a cerâmica.

Neolítico Pleno (finais V milénio aC – finais IV milénio aC)

A sedentarização enforma as primeiras comunidades de facto, com alguma coesão e um património de técnicas.
O domínio da agricultura diminui a dependência em relação aos recursos marinhos. E os povoamentos regressam ao interior – já não para os bosques ricos em caça, mas para as terras férteis.
A estação de Salema, a seis quilómetros do mar, no concelho de Santiago do Cacém, é um exemplo destes primeiros lugares a preencher o nosso conceito de aldeia tradicional.
Mas são ainda pequenos edens dos puros, grupos a que as circunstâncias exigem o comunismo. A propriedade dos meios de produção é colectiva. Os excedentes são tão escassos que não permitem desequilíbrios na acumulação de riqueza. E como não há ricos, não há poderosos, não há hierarquias, não há invejas, não há ganâncias, não há guerras.
Ora, o dólmen encontrado no lugar da Palhota testemunha uma evolução. A construção de um megalito funerário indica que a organização social de complexificou e estruturou.
Cada monumento pertencia a uma família (1º pilar do modelo: o patriarcado). Pelo seu tamanho, não é crível que o erigisse sozinha – necessitava da ajuda de outra(s) famílias. Estabelece-se uma rede de permuta de favores. A coesão social (interdependência) aumenta – 2º pilar do modelo: a tribo.
O adensamento da trama social era já sustentado por alguma divisão do trabalho – os agricultores e o pastores. Isto não só estratifica funcionalmente o grupo, como, à medida da evolução das técnicas e dos excedentes, desequilibra a distribuição da riqueza.
Já há diferenciação suficiente para, apenas resultado da dinâmica interna, permitir o aparecimento dos artífices especializados que vão conduzir as oficinas do cobre.

Idade do Cobre (2700 a.C)

O Calcolítico (ou Idade do Cobre) é uma intensificação das características do Neolítico Superior: mais riqueza produzida; maior divisão social do trabalho; maiores diferenças no valor e na distribuição dos excedentes. Surgem as fissuras e o atrito.
O primeiro núcleo calcolítico da área de Sines é Vale Pincel II, na planície, perto do mar. O segundo é no Monte Novo, na encosta sul do Monte Chãos. Os 600 metros que os separam exprimem a grande diferença entre uma aldeia exposta na praia aberta e outra que precisa de se resguardar num ponto elevado: há mais riqueza, há mais cobiça.

Idade do Bronze (- até 800 aC)

Na Idade do Bronze sineense, a economia diversifica-se – pescadores, agricultores, fundidores – e a estrutura de classes torna-se mais definida. As necrópoles situadas junto das comunidades do Pessegueiro, Quitéria e Provença esclarecem-nos a esse respeito: cada um é o que leva para a tumba.
A diferença dos espólios colocados na sepultura (cista) – ou muito pobres ou muito ricos – indica a extensão da discrepância entre classes.
As necrópoles situam-se junto da aldeia de cabanas quadrangulares. As sepulturas, individuais, são minúsculos favos de um metro de comprimento onde o morto é colocado contraído.

Pesquisado em:
Google ( pré-história)
Munícipio de Sines – Concelho-Pré- história.
http://www.mun-sines.pt/

Ana Rita Nº 3
António Nº 6
Diana Nº12
Joel Nº18
Patrícia Nº23

7º C

Uma resposta

  1. Meus queridos alunos
    Estive sem Internet até hoje e por isso ainda não tinha publicado nenhum trabalho vosso.
    Este fim-de-semana quero ver se ponho todos os vossos trabalhos.

    Beijinhos
    da vossa professora

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