O Antigo Egipto

O Antigo Egipto

O Egipto tem 1.001.445 km² de superfície mas apenas 35.000 km² estão hoje habitados. A sua capital é Cairo, e é constituída por 11 milhões de Habitantes, Cairo é banhada pelo rio Nilo.
Para se compreender melhor a importância do rio Nilo tanto para as civilizações antigas que aqui viveram como para as actuais basta dizer que 99% da população vive hoje nas margens deste rio. A largura máxima das suas margens atinge apenas 25 km, o resto do Egipto é praticamente deserto só com areia, pedras e algum oásis.
É de uma grande importância, para a sociedade actual, compreender a existência de uma civilização tão avançada e rica como a dos faraós, dependendo apenas do rio Nilo, das suas margens e do seu delta para a agricultura e a sua subsistência*.
A história deste país começou cerca de 3200 anos a.C. quando o rei Menes (ou Narmer) fundou a I Dinastia.

1 – A RELIGIÃO NO ANTIGO EGIPTO
A religião marcava a vida no Antigo Egipto. Os animais eram adorados como divindades. As suas formas e normas eram adoptadas e condicionavam o procedimento humano. Isto justifica a forma como os deuses eram vistos: com cabeça de animal e corpo humano ou vice – versa.
Os deuses eram relacionados também com o Sistema Solar. O Sol era engolido ao anoitecer pela deusa Nut e ao amanhecer era representado pelo escaravelho, o deus da vida. Este mudava de nome conforme a posição do Sol: Jepre de manhã, Rá ao meio-dia, Aton ao anoitecer.
Só ao faraó era concedida a possibilidade de uma “vida” no além depois da morte. Depois de ter reinado como encarnação do deus Hórus convertia-se no deus do mundo subterrâneo Osíris. O culto dos mortos foi muito popular até ao fim do Império Antigo. Por isso as tumbas* dos faraós eram abastecidas por objectos úteis durante a vida e que não podiam faltar depois da morte: alimentos, jóias, roupas, figuras de criados que estavam lá para trabalhar para ele, etc.

2 – RESUMO HISTÓRICO
No Antigo Egipto os feitos reais e os mitos estavam relacionados. Os acontecimentos históricos eram apresentados como o ano do reinado do faraó e não como uma sucessão de datas (cronologicamente). Os historiadores ordenaram a história antiga egípcia em Império Antigo, Médio e Novo. A divisão da história egípcia em 30 dinastias deve-se ao sacerdote Manenton que viveu durante o 3.º século antes de Cristo.


DINASTIAS
IMPÉRIO ANTIGO (3.200 a.C. – 2235 a. C.). também chamado Império Menfita pois a capital foi transladada para Menfis.
Na I e II dinastias o faraó Menes unificou o Alto e o Baixo Egipto. Na III dinastia o rei Zoser ordenou a construção da pirâmide escalonada* de Saqqãrah que foi a primeira construção monumental em pedra da humanidade. As gigantescas pirâmides dos reis da IV dinastia Snofru, Keops, Kefren e Micerino mostram o poder ilimitado do rei.
Este império desmoronou-se durante a VI dinastia com Pepi II surgindo uma desunião espiritual e cultural. Começa então o primeiro período intermédio ou seja uma época obscura* e agitada em que o Egipto se afunda na anarquia* e desordem social. Estende-se desde a VII dinastia (cerca de 2180 a.C. até ao fim da XI dinastia (cerca de 2060 a.C.).
IMPÉRIO MÉDIO (2060 a.C. – 1650 a. C.):
Durante a XI dinastia Tebas tornou-se a capital do país. No final da XII dinastia começou o segundo período intermédio o mais desconhecido e duvidoso do antigo Egipto. Sabe-se apenas que foi invadido por povos estrangeiros vindos do oriente. A guerra de reconquista e libertação terminou cerca de 1622 a.C. quando Amosis, o fundador da XVIII dinastia, expulsou os invasores até ao sul da Palestina.
IMPÉRIO NOVO (1580 a.C.– 1085 a. C.):
Entre as XVIII e XX dinastias o Egipto atingiu a sua máxima extensão alcançando a Rio Eufrates no actual Iraque. Durante o reinado de Tutmosis.
Com a corrupção* e a crise económica a instalarem-se, teve início o desmoronamento do império. Entretanto os militares tomaram conta do poder. O mais famoso foi Ramsés II. apelidado “o grande” que deixou monumentos colossais para perpetuar os 67 anos do seu reinado.
ÉPOCA TARDIA (1085 a. C. – 323 a.C.) ou terceiro período intermédio:
Da XXI à XXX dinastias o Egipto foi governado por líbios e etíopes e por fim tornou-se uma província persa. O império desmoronou-se completamente com o falecimento de Alexandre Magno, (que foi um libertador do Egipto) a quem se deveu a fundação de Alexandria. Esta cidade chegou a ser depois o centro cultural de todo o mundo antigo.
O EGIPTO ISLÂMICO:
As tropas árabes ocupam o Egipto em 640 e o Cairo torna-se a capital. Em 1517 é integrado no Império Otomano e em 1798 é ocupado por Napoleão. Em 1882 devido às suas dívidas é ocupado pela Inglaterra a qual proclama a sua independência em 1922. A partir daí o Egipto converte-se numa monarquia constitucional mas termina num golpe de estado em 1952. Em 1970 passa a denominar-se “República Árabe do Egipto”.

3 – A ARTE NO ANTIGO EGIPTO
A cultura egípcia antiga proporcionou uma das maiores influências na humanidade. A arte do Egipto Antigo é sobretudo arte sacra. Templos, campas, pinturas morais, estátuas estavam ao serviço de uma religião que tenta dominar a morte e a profundidade cósmica. O faraó tornava-se uma figura central como mediador entre os deuses e os homens. A situação geográfica do país, isolado por mar e desertos também determinava o desenvolvimento da arte egípcia.
As formas da arquitectura egípcia – pirâmide, campas rupestres e câmaras escuras – constituem reproduções das formas naturais da montanha, do bosque e das grutas. A pirâmide construída pelo povo durante a época das inundações servia para a sobrevivência do rei e com ele o bem-estar de todo o povo.
As paredes dos templos e das sepulturas estão sempre decoradas (excepto no Império Antigo) com pinturas murais e relevos a cores. Os motivos temáticos abarcam desde cenas guerreiras até aos sacrifícios religiosos, passando por imagens do dia a dia.
A escrita utilizada é a hieroglífica traduzida por Champollion a partir de uma pedra que foi encontrada em 1798 próximo da cidade de Roseta a que foi dado o nome de “Estrela de Roseta”. Nessa pedra foi encontrada uma inscrição em três línguas: a hieroglífica (usada pelos sacerdotes e sábios), a demótica (usada pelo povo) e o grego já compreensível naquela época.
As paredes interiores estão quase sempre adornadas com altos-relevos. Os muros exteriores estão decorados com baixos-relevos devido ao efeito que produzem as sombras do sol. O artista egípcio desenha sempre alinhando detalhes importantes mas sem os relacionar no tempo e no espaço. Isso deve-se a uma visão do mundo baseada na totalidade e eternidade.


4 –
PRINCIPAIS MONUMENTOS DO EGIPTO
Há 80 pirâmides conhecidas no Egipto. A forma piramidal aparece pela primeira vez durante a IV Dinastia. As pirâmides diferenciam-se pelo seu tamanho e pelos materiais utilizados na sua construção.
As mais conhecidas do Egipto são as Pirâmides de Giseh. Foram construídas à beira do deserto ocidental onde, segundo a antiga mitologia egípcia, começava o reino dos mortos.
A Pirâmide de Keops é a de maior tamanho com 227,5 metros de lado e uma altura original de 146,6 metros. É composta por 2,3 milhões de blocos de pedra com cerca de 2,5 toneladas cada um. Através de um corredor ascendente de pouca altura chega-se à grande galeria. Na câmara mortuária de granito rosado só se encontrou um túmulo vazio sem tampa.
A Pirâmide de Kefrén a sudoeste da Pirâmide de Keops, é mais baixa que a anterior com 143,2 metros de altura. Tem duas câmaras mortuárias: a primeira nunca foi utilizada. Na grande câmara funerária encontra-se um duro túmulo de granito sem quaisquer inscrições.
A Esfinge (junto à Pirâmide de Kefren), uma figura esculpida na própria rocha tapada por pedras, tem 57 metros de comprimento e 20 de altura. É a maior do antigo Egipto e data de há 4500 anos. Simboliza as virtudes de um faraó, mistura de corpo de leão com cabeça humana, unem-se as forças físicas e espiritual.

A Pirâmide de Micerino tem 62 metros de altura e é a mais pequena e a mais moderna deste conjunto.

4.1 – TEMPLOS DE LUXOR E KARNAK
Uma das antigas capitais do Egipto antigo, Tebas, é hoje o seu centro principal de atracção turística. A cidade conheceu o seu máximo desenvolvimento durante o Império Novo até se converter num brilhante centro político e religioso do Império.
O Templo de Luxor, junto às margens do Nilo, foi iniciado por Amenofis II., engrandecido por Tutmosis III e terminado por Ramsés II. durante o período de maior riqueza e poder do Antigo Egipto. Por isso são inumeráveis as colunas, estátuas, pátios, mesquitas, santuários, etc., que ainda hoje se pode admirar.
À entrada encontra-se um dos dois Obeliscos que marcavam o acesso ao recinto.
Na antiga avenida entre Luxor e Karnak (3 km) efectuava-se uma procissão da família dos deuses. Esse acontecimento está narrado detalhadamente nos relevos da Colunata processional. Era a festa do Opet.
Na sala do nascimento está representado o mito da ascendência divina de Amenófis III.: o seu pai, o grande deus Amon, está sentado numa cama com a sua mãe de mãos dadas. Outros deuses o educam e preparam a ascendência ao trono. Outras estátuas de vários deuses encontram-se noutras salas o que demonstra a grandiosidade do Templo.

Os Templos de Karnak representam a história da antiga capital Tebas. Ao iniciar-se o Império Médio Tebas converteu-se na capital do país e Amon era o deus do Império. Durante os 2.000 anos seguintes os monarcas do Egipto tentaram ultrapassar-se uns aos outros na sua tarefa construtora. O poder e a riqueza do país assim como a influência exercida pelos sacerdotes de Ámon reflectem-se na história da arquitectura desta cidade. A porta de entrada do Grande Templo de Amon é a maior do Egipto com 113 metros de largura e 43,5 de altura.
O conjunto dos Templos de Karnak inclui também um lago sagrado com 120 metros de largura onde os sacerdotes cumpriam os seus rituais nocturnos.

4.2 – GRANDE SALA DE COLUNAS
Este gigantesco edifício era famoso durante a antiguidade clássica e estava considerado como uma das maravilhas do Mundo. Numa superfície de 5000 m² 134 colunas de 24 metros de altura, em forma de papiros, alinhados em 16 filas imitam, simbolicamente um bosque sagrado. Nas paredes exteriores desta sala estão desenhados em baixo relevo acontecimentos históricos como batalhas contra os líbios, sírios e palestinianos assim como tratados de paz.

4.3 – O VALE DOS REIS
O Vale dos Reis está situado na margem ocidental do Nilo a poucos quilómetros de Luxor.
Tutmosis I da XVIII Dinastia foi o primeiro faraó a mandar construir uma sepultura secreta no Vale dos Reis. A preferência por uma sepultura neste local deveu-se aos roubos frequentes que aconteciam nas pirâmides. Aqui as entradas ficavam completamente cobertas e sem vestígios do exterior o que proporcionava aos faraós uma “vida eterna” em paz. Mesmo assim para evitar os roubos, às vezes os protectores das mesmas tinham que mudá-las dos soberanos à sua guarda para outros lugares. Ramsés III foi sepultado três vezes.
A partir de 1881 o segredo local onde estava as sepulturas foi revelado o que levou a que várias dezenas fossem descobertas. A maior descoberta foi feita a 4 de Novembro de 1922 por um inglês chamado Haward Carter: a Sepultura de Tutankamon que faleceu com 18 anos.
Estava repleta de tesouros de enorme beleza e valor incalculável.

4.4 – O VALE DAS RAINHAS
Está situado a 1.5 km do Vale dos Reis. Tem cerca de 80 sepulturas, todas muito danificadas e de tamanho mais reduzido. As mais bem conservadas são as dos filhos de Ramsés III.

4.5 – OS TEMPLOS DE FILAE
A sul do Cairo ficava Aswan onde os egípcios iam buscar o famoso granito rosado para construir os seus monumentos e pirâmides. Local onde ainda hoje se pode admirar, nos arredores da cidade, um obelisco cravado na rocha com 42 m de comprimento que foi abandonado devido a uma racha durante a sua construção. Por essa razão foi possível conhecer a maneira como os egípcios talhavam a rocha.
A poucos quilómetros de Aswan encontra-se o complexo dos Templos de Filae. Foi construído numa ilha por ser o lugar do sono eterno de Osiris e, por isso, proibido a qualquer ser humano.

No entanto, com a construção de um dique em 1898 esta ilha passou a ser inundada todos os meses do ano excepto em Agosto e Setembro, altura em que os egípcios aproveitavam para a visitar em peregrinação pelo culto da deusa.

4.6 – O TEMPLO DE ABU-SIMBEL
A 320 km a sul de Aswan encontra-se Abu-Simbel a mais bela e grandiosa construção do maior e mais caprichoso faraó da história egípcia Ramsés II., o Grande.

Em 22 de Maio de 1813 foi descoberta, enterrada na areia do deserto, por Johann Burckhardt a parte superior das quatro estátuas gigantes. Só em Agosto de 1817 foi descoberta a porta de entrada do templo.
A fachada tem 38 metros de comprimento, 65 metros de profundidade e 31 metros de altura. Nela estão quatro estátuas enormes do faraó sentado no seu trono. Cada uma tem 20 metros de altura, 4 metros de orelha a orelha. Ao lado e entre as pernas estão outras mais pequenas dos filhos e da sua esposa Nefertari.
No interior do templo encontra-se um santuário onde se realiza o “Milagre do Sol” apenas duas vezes por ano no dia do solstício em 21 de Março e 21 de Setembro. Um raio de sol atravessa os 65 metros que separa o santuário do exterior e invade de luz o ombro esquerdo da estátua de Amon-Rá. Uns minutos depois atinge Harmakis e desaparece. Esse raio de luz nunca atinge Ptah que é o deus da obscuridade.
Junto do Templo de Ramsés encontra-se outro mais pequeno dedicado a sua esposa Nefertari. É constituído por seis estátuas com 10 metros de altura cada representando Ramsés II. e Nefertari (a única esposa de faraó representada na fachada de um templo).

Os engenheiros tiveram um cuidado enorme na reconstrução do templo de modo a que fosse possível manter o “Milagre do Sol” o que veio a confirmar-se na primavera seguinte.

5 – CONCLUSÃO
Não há dúvida que sem o rio Nilo nada teria acontecido naquela região, este sempre foi a sua fonte de vida.
São muitos os monumentos deixados pela antiga civilização do Egipto. Mas há muitos mistérios para os quais, com os conhecimentos que temos hoje, ainda não se encontrou respostas. Por exemplo: continuamos sem saber como é que pintavam o interior das sepulturas com tal rigor e perfeição, sem a iluminação que temos hoje. Como era possível há 3.000 anos?
Toda a história tão rica dos faraós encontra-se escrita em hieróglifos (enigmas), nos seus monumentos. Mas alguns pormenores, para compreendermos melhor a civilização egípcia, não foram relatados. Por exemplo: como foi possível transportar, sem se quebrarem, os Obeliscos de Aswan até Luxor (208 km) pesando dezenas de toneladas e com os recursos da época?
O turismo é hoje uma excelente fonte de divisas para o Egipto sendo visitado por vários milhões de pessoas todos os anos. Os cruzeiros no Nilo, as pirâmides de Giseh, os templos de Luxor, Karnak o Vale dos Reis e Abu-Simbel são os locais mais procurados e com muita fama internacional.
Porém os grupos de fundamentalistas islâmicos da Djamaa Islamiya estão contra o regime actual no país. Estes tentam, até com atentados terroristas, diminuir o número de turistas para assim o governo ficar privado das divisas tão necessárias ao seu desenvolvimento.
O presidente egípcio Anuar el Sadat foi assassinado em Albufeira, Portugal, em 1981 por um grupo de muçulmanos por ter assinado a paz com Israel e aproximado o seu regime aos países ocidentais.

Fonte:http://www.geocities.com/CollegePark/Den/9002/Egipto.htm

Trabalho realizado por:
Daniela Nº1
Dulce Nº13
Fábio Nº14
Loic Nº20
Noémia Nº22
Paula Nº24

7º C

2 Respostas

  1. Obrigado, o vosso trabalho ajudou-me muito na escola.

  2. oi
    obrigado.

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